
Aproveitando o primeiro aniversário do pontificado do Papa Francisco apresentamos alguns aspetos importantes da sua Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho” de modo a suscitar nos catequistas o interesse e o gosto de a ler e refletir.
A Evangeliin Gaudium, uma carta com os princípios programáticos do pontificado do Papa Francisco, tem mais de 200 páginas e está dividida em cinco capítulos, além da introdução: 1) A transformação missionária da Igreja; 2) Na crise do compromisso comunitário; 3) O anúncio do Evangelho; 4) A dimensão social da Evangelização; e 5) Evangelizadores com Espírito.
Neste documento, Francisco recolhe a riqueza dos trabalhos do Sínodo “A nova evangelização para a transmissão da fé” para expressar “as preocupações que o “movem neste momento concreto da obra evangelizadora da Igreja” (n. 16), especialmente em torno da ação missionária, “paradigma de toda a obra da Igreja” (n. 15). Nesse contexto, o documento convida a Igreja a avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionária, “que não pode deixar as coisas como estão” (n. 25).
O Papa afirma que o desafio do anúncio da fé hoje é comunicá-la em uma “nova linguagem parabólica”. “É preciso ter a coragem de encontrar os novos sinais, os novos símbolos, uma nova carne para a transmissão da Palavra, as diversas formas de beleza que se manifestam em diferentes âmbitos culturais” (n. 167). E aqui também Francisco é pródigo no dizer e no fazer por meio de novas parábolas e figuras de linguagem que ajudam a aprofundar a reflexão.
Apenas alguns exemplos:
• “Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa” (n. 6).
• “Um evangelizador não deveria ter constantemente uma cara de funeral” (n. 10).
• “Aos sacerdotes, lembro que o confessionário não deve ser uma câmara de tortura, mas o lugar da misericórdia do Senhor que nos incentiva a praticar o bem possível” (n. 44).
• “A Eucaristia (...) não é um prémio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos” (n. 47).
• “Muitas vezes agimos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fatigante” (n. 47).
• “A psicologia do túmulo (...) pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu” (n. 83).
• "Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre" (n. 85).
• “Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais!” (n. 97).
Rezamos pelo Papa
Deus eterno e omnipotente, que, na vossa admirável providência quisestes edificar a vossa Igreja sobre a rocha de Pedro, príncipe dos Apóstolos, protegei benignamente o Papa Francisco, que escolhestes como sucessor de São Pedro, e fazei que seja para o vosso povo princípio e fundamento visível da unidade da fé e da comunhão na caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.