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Domingo de Ramos

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Categoria: Notícias
Publicado em Segunda, 06 Abril 2020 Escrito por SDEC

1.No Domingo de Ramos celebramos a entrada de Jesus em Jerusalém. De forma humilde, montado num jumentinho, não num cavalo como general vencedor, e rodeado, não de guerreiros, mas de uma multidão de gente pacífica que, com ramos de árvores, O aclamam com entusiasmo: “Hosana, Bendito o que vem em nome do Senhor”. É a imagem de Deus que vem ao nosso encontro: “O teu Rei vem ao teu encontro…(Mt 21, 5)” Vamos nós também com alegria ao encontro do Senhor. Este ano sentimos a tristeza da falta da celebração litúrgica dos Ramos, como aliás do Tríduo e da Visita Pascais. Procuremos, no entanto, como nos for possível, viver a mensagem tão rica destes dias. Nos anos normais, a bênção e a procissão dos Ramos revestem grande beleza e colorido com os ramos e flores silvestres de muitas crianças, jovens e adultos que participam em grande número mesta cerimónia. Depois da procissão celebra-se a Eucaristia com relevo para a narrativa da Paixão do Senhor. Deste modo, conjugam-se neste Domingo, as duas dimensões paradoxais da fé cristã: a alegria e o sofrimento.

2. Na narrativa da Paixão em São Mateus, repete-se a palavra “entrega” a oferecer-nos uma perspetiva de interpretação deste acontecimento. A paixão e morte de Jesus não são obra do acaso ou de um erro judicial. Concretizam a entrega livre da Sua vida por nós. Judas, o traidor, entrega-O por dinheiro (Mt 26, 14-16). Durante a ceia, Jesus anuncia essa entrega (v 21, 22). Várias vezes, na sua vida, afirmara que entregaria a Sua vida como a maior prova de amor. De facto, na narrativa que ouvimos, notamos como Ele aceita o desígnio de Deus, domina a situação, dispõe os acontecimentos e toma a iniciativa de ir ao encontro do grupo armado que, guiado por Judas, O vinha prender (v 45, 46). São Paulo, por sua vez, afirma que Deus nos dá a maior prova do Seu amor ao entregar o Seu Filho por nós (Rm 8, 32). Amar é dar-se numa entrega total. Ao longo da Semana Santa, contemplemos a entrega do Senhor no sofrimento da cruz, na Eucaristia, Corpo entregue por nós, e na Ressurreição para nos comunicar a nova vida do Espírito.

3. O Percurso da Paixão de Jesus continua hoje no cortejo do sofrimento da humanidade. Neste momento, a pandemia do Corona Vírus é o rosto mais impressionante do caminho da cruz que muitos experimentam ao vivo: doentes, cuidadores de saúde, familiares dos doentes e dos mortos, todos os que se sacrificam pelo bem comum e sofrem as consequências dolorosas deste flagelo.

Onde está Deus? perguntam muitos diante deste drama. Que lhes podemos responder? Não temos explicação. Mas sabemos que Deus está onde há caridade e amor, como cantamos Quinta Feira Santa. Aprendamos com Jesus a fazer da nossa vida uma entrega para levar amor a quem precisa. Todos, mesmo os confinados, encontramos sempre maneiras de fazer alguma coisa pelo bem do próximo. A começar pela oração.

D. Manuel Pelino

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